terça-feira, 19 de agosto de 2008

Medalha de ouro para o nytimes.com


O mapa das medalhas olímpicas. TODAS e desde SEMPRE.

Apesar da polémica acesa sobre os critérios no ranking, aqui está mais um excelente exemplo do que se pode fazer quando se transforma a forma de visualizar a informação.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

A atmosfera terrestre e outras histórias


A história começou com um texto do Paulo madeira sobre um estudo que diz que os biocombustíveis originam mais gases de efeito de estufa para a atmosfera, do que se julgava. E os dados desse estudo foram transformados desta forma (é uma infografia para acompanhar especificamente o texto):

- Emissões de gases com efeito de estufa causadas pelos combustíveis

Imediatamente senti a necessidade de explicar mais coisas que pudessem ajudar a entender melhor o assunto. E surgiram mais ideias para infografias. Afinal era preciso explicar como se processava o ciclo do etanol de milho e o ciclo de CO2 envolvido nesse processo, outra com a composição da atmosfera terrestre e, explicar ainda, o efeito de estufa (infografia que está por acabar).

São soluções muito gráficas e iconográficas.

E vai-se desenhando um estilo.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Animar porquê? - parte 1


Porque é mais fácil entender a informação se esta tiver movimento.
Muitas das infografias que existem contam uma história, têm um fluxo, uma narrativa, um começar aqui e acabar acolá, uma entrada e uma saída.

Animar alguns destes objectos, pode parecer, num primeiro instante, apenas um enfeite que não contribui para o que se pretende. Inclusivamente pode parecer a alguns uma pura perda de tempo. Mas eu acho que não é e sugiro uma reflexão sobre a infografia que acompanha este post:

- Biocombustíveis: como se produz o etanol de milho

Imaginemos que não existe NENHUMA animação (que foi o que aconteceu durante 2 dias, por questões técnicas, ou seja, seguir uma política de lançar primeiro a informação - desde que não seja errada, e melhorar depois. O que me continua a parecer uma estratégia correcta).
Primeiro, e seguramente, teria de acrescentar setas que explicassem o(s) fluxo(s) do que estava a acontecer. E por onde é que se começava a ver? Pelo centro da imagem? Ou seria o nosso olhar atraído pela cor mais forte, ou a mancha gráfica mais sugestiva?

Há clara vantagem em não ter de explicar como funcionam as coisas recorrendo ao uso de setas direccionais. Ganha-se tempo nesta fase.

Outro argumento óbvio é o de introduzir uma narrativa que obriga o leitor da imagem a seguir os passos de um objecto. Claro que o olhar do leitor pode passear por todo o processo mas o factor tempo (animação) obriga a uma sequência que fornece, pelo menos, uma leitura dirigida.

É também mais apelativo e obriga a um olhar mais demorado. Inclusivamente até pelo seu aspecto lúdico, já que não nos importamos em demorar-mo-nos em alguns pormenores repetitivos - e ver outra vez. Pelo menos comigo isso acontece.

Esta infografia teve alguns problemas na adaptação para a edição impressa do PÚBLICO:
- Foi pensada, desde início, exclusivamente para a web. Ou seja, algumas coisas, para poupar tempo, foram desenhadas directamente no Flash.
- Não foi deixado espaço para setas. O que obrigava ao desmontar da infografia.
- Não foi feito pela mesma pessoa. O que nem sempre é mau mas há assuntos complexos que precisam de mais tempo de trabalho.
- O tempo, sempre o pouco tempo que há para se poder fazer melhor...


Info do etanol na versão da edição impressa

Mas continuamos a fazer e a aprender. Afinal, como gosto de dizer, o melhor trabalho de infografia que já fiz, é sempre o último.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Bolas e barras


Há já algum tempo que Alberto Cairo vem chamando a atenção dos infografistas para as áreas das ciências cognitivas e afins. No seu site, um dos posts de Junho, fala exactamente disso, usando como exemplo a tendência (porque a infografia também é de modas) do uso, e abuso, de bolas ou círculos em gráficos comparativos. Cairo fala da maior facilidade que o ser humano tem em comparar objectos se estes forem alterados apenas numa dimensão, altura ou largura, como é o caso dos gráficos de barras, em comparação com a diferença de áreas entre bolas ou círculos.
O último post deste blogue "Propaganda" também se relaciona com este tema. E aqui Cairo ajuda-me a ter razão. Afinal, há gráficos e gráficos.

- Site de Alberto Cairo
- Post: "La paradoja de las barras y los círculos" (castelhano)

terça-feira, 17 de junho de 2008

Prémio Ciberjornalismo

E já existe um prémio dedicado ao ciberjornalismo português.

Para saber mais siga este link.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Propaganda

A primeira vez que fui ao Malofiej foi em 2004. Nesse ano, em Pamplona, tive a oportunidade de ver e ouvir uma das figuras mais fascinantes do mundo da infografia, Nigel Holmes. No final da sua intervenção, Nigel Holmes distribuiu uma folha A4 pela assistência, com os Do's and Dont's dos gráficos de barras.
Nessa cábula há uma solução apontada como a mais correcta de comparação entre dados e que gera sempre polémica entre infografistas.

A semana passada ofereceram-me um folheto propagandista, em francês, que faz uma análise visual da intervenção britânica na 1ª guerra mundial. Muitos dos quadros comparativos, usam precisamente, a solução que Nigel Holmes apresenta como um exemplo a não fazer.

Acho que não devemos ser fundamentalistas e que, dependendo do tipo de dados, de target e meio da mensagem, não devemos ter limites.

Na minha opinião, num exemplo mais concreto, imaginemos uma infografia simples que apenas quer transmitir uma diferença quantitativa, de forma imediata, para um público juvenil. Talvez a solução de aumentar proporcionalmente o objecto, comparando assim duas ou mais quantidades, não seja assim tão mau. Pode até ser a melhor forma.
No caso de dados que necessitem de ser visualizados e comparados de forma mais rigorosa, então talvez possamos seguir à risca o documento de Nigel Holmes que, desde essa altura, distribuo sempre aos estagiários que por cá passam.

Convido-os a deixar a vossa opinião.


- Link para A4 de Nigel Holmes (integral): A few things to remember when making charts
- Links para páginas propagandistas da 1ª Guerra Mundial: Página 1, centrais e última.
- Link para o site de Nigel Holmes.


Um filme com Nigel Holmes

sexta-feira, 6 de junho de 2008

3 geografias




Aqui no PÚBLICO, os últimos trabalhos de infografia realizados para a web, são mapas. Desde os simples localizadores a 1 coluna numa breve em papel, até aos exemplos aqui expostos, dominar o desenho de fronteiras é matéria obrigatória para quem quer fazer infografia. Todo o candidato a infografista deve ter como um dos primeiros exercícios práticos a concretização deste tipo de objectos.

Exercício 01: Desenhe um mapa de raiz.

terça-feira, 20 de maio de 2008

A inflação no NYTimes.com


Cada vez identifico-me mais com o estilo do NYTimes.com.
À primeira vista parece um vitral, mas o objectivo desta infografia é o de mostrar o aumento da inflação entre os produtos mais consumidos pelos americanos, entre Março de 2007 e Março de 2008.

Via http://gjol.blogspot.com.

Um canal no Panamá


São conhecidos os excelentes trabalhos infográficos vindos da Argentina e do Brasil. Mas a América do Sul é muito maior. O 2º encontro internacional de infografia vai realizar-se no Panamá.

O blogue do encontro está AQUI.

domingo, 18 de maio de 2008

Euro2008



A propósito do Euro 2008 descobri uma infografia online, made in Suiça. Infelizmente há poucas coisas que sei em alemão, mas tratando-se de uma infografia, é verdade que dá para entender mais do que se a informação fosse apenas na forma de letras.

A abordagem gráfica é curiosa e há sempre um máximo e um mínimo que é controlado pelo utilizador. Muito interessante.

Aparece no NZZ online, mas o link directo é aqui.

terça-feira, 13 de maio de 2008

As infografias dos aviões



Confesso aqui, publicamente, que sempre que viajo de avião tento levar as instruções de segurança para alimentar a minha colecção de objectos infográficos.
Desta vez bastou um copy paste e embebi o vídeo neste blog.