segunda-feira, 26 de novembro de 2007
Uma experiência verdadeira
O trabalho em papel e online foi sendo feito ao mesmo tempo, com influências mútuas.
Mas o trabalho online, por mais meigo que queira ser, tem muito trabalho "manual" a fazer.
Alguns problemas:
- os ficheiros originais, dos mapas e outros elementos, como as chaminés, tinham de ter sido construidos já com o Flash como destino final. Cada vez entendo melhor o que Alberto Cairo defende quando diz que deve a concepção do gráfico não pode estar dissociada do seu realizador/construtor.
É um pouco como mandar um redactor recolher dados também para uma infografia, em vez de mandar o infográfico directamente para o local de reportagem. Independentemente da qualidade dos jornalistas em questão, o infográfico vai estar atento a um tipo de dados que dificilmente serão interessantes ao redactor, como por exemplo, medidas, distâncias, funcionamento de certos objectos, perspectivas fotográficas em função do desenho a realizar, etc.
Neste caso, sem querer minorar o esforço e o excelente trabalho realizado pelo Joaquim no jornal em papel, a atenção que eu devia ter prestado aos dados e aos gráficos quando da sua execução, não foi a suficiente. Felizmente tenho outras vantagens em relação ao papel: a infografia vai ter informação adicionada ao longo das próximas semanas e emendas serão facilmente realizadas.
Também foi uma experiência que tinha de ser feita entre o papel e online. Provámos que podemos conseguir trabalhar em conjunto, falta melhorar aquilo que pode ser melhorado.
- É verdade que não servindo de desculpa, as semanas de trabalho na info coincidiram com as semanas pré e pós lançamento da nova homepage e outros sites do PÚBLICO.PT. São sempre tempos de muito trabalho e muitas coisas a que estar disponível. A minha dedicação à infografia foi, muitas vezes, em horário pós laboral e já sem a mesma energia matinal, antes de um dia inteiro de trabalho intenso.
Apesar de tudo, conseguimos atingir a maior parte dos objectivos. Afinal estamos a criar do nada uma secção de infografia multimédia. Há que tentar e experimentar. Já acabou o tempo do era giro juntar-mo-nos e fazer isto e aquilo. Começa-se começando e nós já começámos.
Aqui vai estar um Link para a infografia em papel
Link para a infografia online: Alterações climáticas.
segunda-feira, 5 de novembro de 2007
domingo, 4 de novembro de 2007
quinta-feira, 1 de novembro de 2007
segunda-feira, 29 de outubro de 2007
Razões para uma infografia online
Porquê uma infografia?
- Uma infografia é uma notícia visual. Há muitos assuntos que são muitíssimo mais fáceis de explicar de forma visual do que apenas em texto.
Exemplo: tente explicar o que é e como funciona um parafuso, a alguém que nunca tenha visto um.
Definição de parafuso: s.m. Peça cónica ou cilíndrica, estriada em hélice, que se embute, fazendo-a girar sobre seu eixo longitudinal, seja noutra peça (chamada porca), atarraxada em sentido contrário, seja num meio resistente, por efeito combinado de rotação e pressão.E agora experimente mostrar à mesma pessoa este desenho:

Pois...
Algumas razões para uma infografia online:
1 - Uma infografia multimédia pode ser interactiva. Do simples sistema de navegação à análise complexa de dados georeferenciados em tempo real.
2 - Uma infografia multimédia será SEMPRE mais vista por mais gente do que o mesmo assunto em papel, qualquer que seja a publicação e a tiragem. Não morre no dia após a sua publicação.
3 - Uma infografia multimédia é uma notícia que tem uma rentabilidade muitíssimo mais elevada que a grande maioria das notícias escritas. Mesmo que se demorem várias horas a realizá-la. As vezes em que pode ser associada a notícias várias sobre o tema, ou as vezes em que é vista autonomamente, compensam largamente a energia e recursos despendidos para a realizar.
4 - Uma infografia multimédia pode (deve) ser corrigida mal seja detectado o erro ou gralha.
5 - Uma infografia multimédia estabelece laços fortes de confiança com os seus leitores. (Contar história Panteão).
6 - Uma infografia multimédia pode ser actualizada ao longo do tempo, prolongando a sua vida útil indefinidamente. As datas de criação e de actualização devem estar presentes.
7 - Uma infografia multimédia pode ser lúdica (exemplo: formas de fazer passar conceitos mais complexos em forma de jogo).
8 - Uma infografia multimédia pode estabelecer dois tipos de narrativa, linear e não linear, simultaneamente, sem se perder a informação nela contida. Dá opcções de leitura a quem a consulta.Este é um trabalho que está em aberto e ao qual serão acrescentadas frases e/ou corrigidas outras. Aceitam-se colaborações.
quarta-feira, 17 de outubro de 2007
Inauguração oficial
E já agora, outra, no sítio do costume.
Airbus A380
quinta-feira, 11 de outubro de 2007
Deslocados e refugiados do Iraque

Hoje, o PÚBLICO publicou este gráfico no papel. O autor, Joaquim Guerreiro, é um dos infográficos do jornal. Eu gosto e acho que o jornal tem de fazer mais coisas destas, apesar disso, há sempre alguma resistência à mudança e às formas a que nos habituámos a ver representadas comparações, principalmente de números. Também acho que é possível repensar este gráfico e encontrar variações, igualmente boas, na forma de transmitir a mesma informação.
Alguém quer comentar?
segunda-feira, 8 de outubro de 2007
Evident Tufte

O livro estava à minha frente, não havia nada a fazer.
Beautiful Evidence é o último livro de Edward Tufte, um dos gurus do desenho de informação, professor emérito na Yale University.
O próprio afirma que, através das ilustrações é difícil identificar o local e tempo de onde e quando criado este livro. Esse era um dos objectivos, plenamente conseguido.
Obrigatório.
terça-feira, 2 de outubro de 2007
Malofiej 16
Pode ser que nos encontremos por lá.
05 Madrid - Último dia, último trabalho
Para este trabalho, fomos ao Zoo ver os pandas gigantes, filmámos e fotografámos o recinto por todos os lados, entrevistámos um biólogo e um veterinário, fizemos pesquisas na web, tínhamos mapas do Zoo, de Madrid, Espanha e da China. Podiamos contar muitas histórias. Afinal, porque nos cingimos a um gráfico tão simples?
Quisémos sobretudo fazer algo com princípio, meio e fim. Contar uma história completa. Uma pergunta e uma resposta. Uma perspectiva. Uma infografia que pertencesse a um conjunto maior. Focus, focus.
A pergunta que tinha ficado no ar, no dia anterior foi: "Why are so few giant pandas in the world?". As respostas, porque há mais que uma, têm a ver com, pelo menos, dois factores: a reprodução e a alimentação em bambu.
A discussão estendeu-se à manhã e tarde seguinte. Principalmente entre mim e Harjit da BBC. Quem tivesse passado por ali naquela altura julgaria que a qualquer momento poderia ver cadeiras a voar pelos ares. É assim quando há ganas naquilo que se faz. Foi estimulante e valeu a pena. O trabalho melhorou. Se não clicou antes está aqui. O que também quer falar do bambu está aqui.
1ª Versão
04 Madrid - Os pandas gigantes

Xáquin González logo pela manhã. Na Newsweek, em Nova Iorque, desde há alguns meses, Xáquin tem criado vários gráficos online importantes (ver). Os americanos estão atentos e os melhores têm ido parar aos Estados Unidos da América. A sua conferência tinha como título principal: "Como convencer o teu director a montar um departamento de infografia multimédia". Deu o seu próprio exemplo e de como o seus gráficos têm vindo a ganhar importância e respeito no meio onde trabalha. Xáquin é novo e é bom. Deve-se ficar atento a este senhor.
Seguiu-se Mariano Zafra, infográfico multimédia do elmundo.es, com exemplos de integração de gráficos e vídeo.
A seguir, entrámos num autocarro e fomos para o Zoo de Madrid.
Em uma das zonas que fazem parte do recinto dos pandas gigantes, entrevistámos um biólogo, um veterinário e filmámos e fotografámos todos os cantos e pandas, que através de um vidro, pudemos ver.
Desta vez almoçámos no Zoo.
Não houve tempo para visitas, após o café solo, voltámos ao autocarro, cada grupo enfiou-se na respectiva sala de trabalho e ali ficou até ao fim do dia.
Discutimos muito nessa fase, sempre à volta de folhas de papel e storyboards, e ainda precisámos dos professores para desempatarem as ideias que tínhamos sobre a mesa. Ganhou a ideia mais simples, por falta de tempo. Eu gostaria de ter ido mais longe, mas talvez não tivéssemos conseguido. De qualquer maneira, não resisti e fui directamente para casa onde trabalhei intensivamente até às 4h00 da manhã. Resolvi envolver a NANA.

Este é o storyborad da dieta dos panda. Incluía o ciclo de vida do bambú.
sábado, 29 de setembro de 2007
03 Madrid - 1ª apresentação
Seguiu-se Víctor Sanvicente, responsável das aplicações interactivas do marca.com e as APIs do Google Maps, do Flickr e outras ferramentas disponíveis da web 2.0, para disponibilizar conteúdo geo-referenciado. De forma fácil, rápida e eficiente.
A seguir, fomos trabalhar.
Almoço.
Voltámos ao trabalho.
Por volta das 18h00 passámos os ficheiros para a rede e fomos para o auditório fazer as apresentações em grupos.
O grupo onde estava inserido foi o primeiro. O gráfico estará aqui.
Fomos ambiciosos e queríamos apresentar a relação do carro na pista, representado por um ponto vermelho e, um gráfico com as diferenças de velocidade. Tudo isto de uma forma dinâmica que precisava de muita programação. Claro que se fosse numa situação real nós não tínhamos conseguido publicá-lo em tempo útil. Muito ficou por fazer, o sistema de navegação, por exemplo. Contudo, aprendemos e se tivéssemos tido tempo, teríamos conseguido um gráfico interessante, com dados relacionados controlados pelo utilizador.
A discussão foi animada e fiquei com muita vontade de que para a próxima conseguíssemos ter uma infografia finalizada. Aceitar o factor tempo como parte do desafio. Logo aí começa-se a pensar de forma mais focada, explicar apenas um pormenor sobre um dado assunto. Ser simples mas efectivo.
Vou pedir aos meus colegas de curso se cedem os gráficos que fizeram para os poder disponibilizar aqui.

