segunda-feira, 24 de Março de 2008

Infografando na Universidade do Porto

É sempre estranho ouvir a nossa voz fora da nossa cabeça quando não estamos muito habituados a isso.
Para além disso, falo depressa e durante a catadupa de frases dizem-se alguns disparates. Mas acho que ficou bem. Pelo menos eu gosto. E treina-se praticando.

Obrigado à Ana Tulha e Tatiana Carvalho

Está aqui: http://jpr.icicom.up.pt/2008/03/infografando.html

segunda-feira, 17 de Março de 2008

Malofiej 16 - prémios e números

O PÚBLICO ganhou medalhas pela primeira vez nos Malofiej. Foram 3 de bronze para os trabalhos sobre o ambiente, "O mapa-mundi do CO2", Gases com efeito de estufa" e "Temperaturas que matam". Parabéns a quem desenhou, o Joaquim Guerreiro, ao redactor que espoletou o trabalho, Ricardo Garcia, à Sónia Matos, a directora de arte do PÚBLICO e a todos os que directa ou indirectamente contribuíram para que este prémios pudessem vir parar ao PÚBLICO. Este ano foram 3 e para o ano serão mais. ;-)

Link para as infos vencedoras do PÚBLICO.

O Expresso também trouxe mais umas medalhas para Portugal. Uma de ouro com um trabalho sobre a Igreja da Santíssima Trindade, a nova igreja de Fátima.

Pelo segundo ano consecutivo, o galardão máximo foi para uma info realizada para a internet, a cobertura do massacre da Universidade de Virgínia Tech realizada pelo nytimes.com ganhou o prémio Peter Sullivan de infografia.

A revista National Geographic ganhou o prémio Miguel Urabayen do melhor mapa pelo trabalho intitulado "Lives Still at Risk"

As medalhas de ouro foram parar ao The Guardian, National Geographic, PÚBLICO (Espanha), Expresso, The New York Times e Newsweek.

Foram 130 profisionais de todo o mundo que participaram nas conferências, forma a concurso mais de 1 300 trabalhos de 124 meios e de 24 países.

Este ano, o nytimes.com foi o meio online mais galardoado, com 5 medalhas de ouro, 5 de prata e 1 de bronze. A outra medalha de ouro foi para a newsweek.com, uma de prata e 4 de bronze. O jurí deu no total 3 medalhas de ouro, 13 de prata e 27 de bronze para infos online.

domingo, 16 de Março de 2008

Malofiej 16 - dia 1

Começou cedo demais e disseram-me que foi polémico, tal como se esperava. A discussão começou na web, umas semanas antes e por lá continuará mas Javier Errea iniciou o dia com o tema "Por qué la infografia salvará a los diarios".

Seguiu-se Alberto Cairo que é sempre um prazer ouvir.
Nota-se o entusiasmo com a manipulação de dados. E interactividade é a palavra-chave.
Cairo define 3 tipos de interactividade para os gráficos online


Instructing - é o nível de interacção simples e mais comum (por enquanto), por exemplo, o simples sistema de navegação de clicar no botão Seguinte e Anterior.
exemplo: Planchar las arrugas

Manipulating - o utilizador modifica o gráfico, dados, cores, etc. Os leitores podem "jogar" com os dados.
exemplo: Qué se puede hacer con 25 m2

Exploring - engloba a criação de espaços virtuais onde onde o utilizador pode viajar. Os jogos online são uma fonte de inspiração e um dos exemplos de Cairo é o World of Warcraft (WOW).

E "uma vez que se prova a interactividade nunca mais se volta atrás".

A simplicidade é um conceito muito importante e, em relação à usabilidade, deve ser visível o que é clicável, ou seja, um botão deve parecer um botão.
As interfaces devem ser atractivas mas devemos ter em atenção que nem sempre o nosso estilo se adapta ao estilo do leitor e seu grau de sofisticação.
Quanto ao WOW não será preciso ler um manual para aprendermos a interagir nesse mundo mas acrescento que, também é preciso estar disponível para uma curva de aprendizagem, maior ou menor. E apesar de eu pertencer à geração que está a fazer a transição do analógico para o digital, no mundo ocidental, também é verdade que as crianças de hoje aprendem sintaxes modernas de comunicação e interacção muito diferentes das nossas. Nos finais dos anos 70 um dos meus brinquedos, altamente sofisticados, era o Pong.

"Vivemos a era da visualização dos dados" e para quem queira debruçar-se sobre a infografia multimédia interactiva, Cairo aconselha a não se assustarem com a quantidade de informação e de recursos tecnológicos (programas e linguagens de programação) com que cada um terá de lidar.
É caso para dizer-se: o caminho faz-se caminhando.

Após uma pausa para um café foi a vez de Michael Robinson falar. responsável da infografia do jornal inglês The Guardian e também, dos estilos para os gráficos do PÚBLICO, quando do redesenho por Mark Porter durante o ano passado, falou-nos do processo de redesenho do The Guardian. As fontes, as cores, a grelha da página, as fotografias e o "controlo de volume" das páginas, fotos e gráficos.
Os gráficos do The Guardian são minimalistas na forma e cor, não no conteúdo. E por isso são simples de ver.
Esquematizar, simplificar, reduzir ao essencial são conceitos que precisam de muito tempo e trabalho para optimizar. E, em muitos casos, julgo que poderiam ser aplicados com sucesso em redacções mais pequenas e com menos recursos. Afinal nem todos podem ter os recursos do The Guardian ou do New York Times.

Ainda antes do almoço foi a vez de Sean McNaughton da National Geographic Society (NGS).
O que impressiona logo, mesmo para quem não conhece a excelente qualidade dos trabalhos desta revista, são os fantásticos recursos e o tempo que têm para cada trabalho. Como exemplo, Sean disse-nos que tinha entre mãos, mais ou menos 10 trabalhos, dos quais uns seriam para acabar ainda este ano, outros para 2009 e quase metade sem data marcada de conclusão. Não existe dead-line, uma infografia está concluída quando assim o estiver.
Os exemplos que mostrou demonstram bem o rigor com que trabalham estes profissionais. Afinal, são infografias científicas e entende-se o porquê do tempo necessário para realizar um trabalho.
Na minha opinião, uma das melhores imagens que vi durante o encontro, e mais tarde vencedora de uma das medalhas de ouro deste ano, foi uma infografia publicada pela NGS em 2 páginas e que mostravam TODAS as visitas do homem ao espaço.
Top of the top.

Almoço livre.

Renata Steffen e o "Mundo Estranho" da infografia.
Mundo Estranho é uma revista brasileira para adolescentes, principalmente masculinos. Por isso, há a necessidade de atrair a atenção deste tipo de leitor, com risco de de este se desinteressar e ir ao encontro de tantas coisas mais apelativas que um texto, como os videojogos ou o cinema e a televisão.
Renata começou a conversa dizendo que não sabia desenhar, de todo. Mas isso não a impedia de ser infografista.
Apesar de preferir outro tipo de tendências em objectos infográficos, é interessante ver as coisas de diferentes perspectivas e a notória criatividade brasileira.

E às 17h00 voltámos a ouvir falar em português. Desta vez foi Jaime Figueiredo, responsável pela área de infografia do Expresso.
O Expresso foi considerado um dos jornais mais bem desenhados do Mundo pela SND. As páginas que têm mostrado por esse mundo fora tem ilustrações minhas, em plasticina. Fico contente. O link para um site onde vou acumulando esses trabalhos feitos em plasticina está aqui: Blogsticina.


Continua dentro de momentos...

quinta-feira, 13 de Março de 2008

Pamplona - primeiras impressões

Comprei uma revista com o Ubuntu (Linux) e instalei-o no PC. Já funciona e tudo por 6 euros, um valor muito diferente dos 130 euros que me queriam levar na www.pchora.es, muito simpaticamente, registe-se, por uma reinstalação do Windows.

O início oficial do evento foi na Ciudadela da cidade por volta das 20h00 e, após algumas palavras dos organizadores, apareceu pela primeira vez o livro dos prémios do ano passado.
Após um beberete e o reencontro entre muitos dos participantes, dividimo-nos em grupos e fomos jantar. O final da noite deu-se, como sempre, no "bar oficial" Jimpster.

A última vez que aqui estive foi em 2004. Na altura fiz o 1º Interact, Don't Show com o Cairo e o Geoff e ainda assisti ao cumbre. É bom recordar essa altura, em que eu dava os primeiros passos na infografia multimédia, e voltar a respirar estes ares.
É uma família que se vai construíndo a cada ano, aqui, em Pamplona. E a infografia é o tema sempre presente por estes dias, em todas as conversas. As diferenças entre o papel e o online são também muito discutidas.
É também em Pamplona que conheço os infografistas portugueses, muito mais do que acontece em Lisboa.

É sem dúvida um lugar obrigatório onde, pelo menos uma vez na vida, cada infografista - e outros curiosos - devem vir.

Susana: Já entreguei os teus livros. E as outras pessoas que o viram ficaram muito interessadas. Devias traduzi-lo, pelo menos para castelhano.

Malofiej 16, chegada a Pamplona

O meu PC estoirou. Näo vou poder blogar em directo.
De qualquer maneira, näo será isso que me impedirá de escrever sobre o encontro deste ano.
Apesar da "crise" na imprensa mundial, nunca fomos tantos para assistir ao "cumbre" (cerca de 130 participantes).

quinta-feira, 6 de Março de 2008

Apresentação do livro de Susana Ribeiro em Lisboa

É hoje que a Susana vai apresentar o seu livro "Infografia de Imprensa, história e análise Ibérica comparada", em Lisboa, na hemeroteca às 18h00.
Lá estaremos.

quarta-feira, 5 de Março de 2008

Casino de Lisboa: anatomia de uma decisão


Um dos assuntos que José Pacheco Pereira quis abordar, no dia em que foi director do jornal PÚBLICO, foi o caso do Casino de Lisboa, tentando encontrar uma forma visual de aglutinar as informação factual que existia dispersa sobre o assunto. A ideia de uma cronologia era, obviamente, uma excelente forma de obter um panorama sobre o assunto.

A info pode ser vista aqui.

Também saíu em papel mas neste caso o online tem claramente vantagens em relação ao papel. O espaço para a infografia é infinito e vai permitir adicionar informação à medida que ela for aparecendo.

Uma infografia para ir seguindo.

Para saber mais:
- Abrupto, blogue de José Pacheco Pereira
- José Pacheco Pereira na Wikipedia em português